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Espaço Cerâmica no Festival do Japão 2016

Espaço Cerâmica
No Espaço Cerâmica serão apresentados e comercializados os trabalhos de três ceramistas mineiros, que realizam a queima a lenha de suas peças numa técnica japonesa, tipo as realizadas em Bizen, Japão: ErliFantini, Roberto Lott e Sonia Imanishi.

Serão homenageadas pelos três artistas as ceramistas já falecidas, Toshiko Ishii (1911-2007) e Emília Sakurai (1956-2016), com a exposição do acervo de peças de suas autorias. Toshiko Ishii nasceu em Kyoto, Japão. Casou-se aos 20 anos e veio para o Brasil com o marido, tendo morado em Curitiba, Ponta Grossa e São Paulo até se fixar em Minas Gerais (Piedade do Paraopeba). Emília Sakurai nasceu em São Paulo, tendo morado em Belo Horizonte por 30 anos, período em que frequentou o ateliê da Erli e do Roberto Lott, aonde desenhava e desenvolvia esmaltes à base de cinzas.

No Espaço Cerâmica será ministrada aos visitantes uma oficina de argila, com modelagem de peças e pintura com engobes (argilas líquidas coloridas com pigmentos minerais e terras). Os participantes dessa oficina poderão, após o Festival do Japão 2016, levar suas peças para serem queimadas em Piedade do Paraopeba, Brumadinho, onde se localiza o forno a lenha da Erli Fantini.

A história da queima de cerâmica a lenha, Tipo Bizen, em Minas Gerais: Erli Fantini, ceramista, possui um forno a lenha, para queima de cerâmica, tipo Bizen, em Piedade do Paraopeba, uma cidade próxima a Belo Horizonte, MG, aonde junto com Roberto Lott, Sônia Imanishi e outros ceramistas, realiza as queimas conjuntas de peças de cerâmica. Esse forno é um noborigama, com três câmaras, semelhante aos existentes na cidade de Bizen, no Japão, em que as queimas chegam a 80 horas e atingem temperaturas de até 1300ºc.

Erli conheceu essa técnica de queima com a Toshiko Ishii (1911-2007), que tornou-se uma ceramista aos 70 anos, quando se mudou para a Fazenda Palhano, em Piedade do Paraopeba. Nessa época, conhece, através do Megumi Yuasa, conceituado artista paulista e irmão de seu genro, as ceramistas mineiras Erli Fantini e Adel Souki.

Toshiko se torna uma apaixonada pela arte em cerâmica, que passa a desenvolver em seu atelier, na Fazenda Palhano, e lá constrói o primeiro forno para queima a lenha em alta temperatura em Minas Gerais, com apenas uma câmara, aonde passa a reunir diversos ceramistas como Erli Fantini, Roberto Lott, Emília Sakurai, Adel Souki, Inês Antonini, Carmelita Andrade, entre outros, na realização das longas queimas a lenha com até três dias de duração.

Queima a lenha tipo Bizen – O nome refere-se à semelhança com o tipo de queima realizado na cidade de Bizen, localizada no município de Okayama, no Japão. Trata-se de uma queima de alta temperatura que só é considerada finalizada quando as câmaras atingem temperaturas entre 1.200 a 1.300 ºC. Essas queimas, longas, a lenha, com duração de até 80 horas, vitrificam parcialmente as peças através de cinzas em estado de fusão transportadas pelas labaredas. Os efeitos são provocados pela atmosfera do forno, criando variações de cores tonalidades e textura. Na queima tipo Bizen utiliza-se algumas vezes uma técnica mais sofisticada, que consiste em desenhar os objetos envolvendo-os com palha de arroz. Durante a queima, a palha desaparece deixando marcas avermelhadas em suas superfícies. Esse tratamento é conhecido como Hidasuki.

Informações
5º Festival do Japão em Minas 2016
EXPOMINAS – Av. Amazonas 6030, Belo Horizonte, MG.
Sexta-feira, 26/02/2016, das 14h às 22h.
Sábado, 27/02/2016, das 10h às 22h.
Domingo, 28/02/2016, das 10h às 19h.

Para mais informações sobre o Festival: http://www.festivaldojapaominas.com.br.