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6º Festival do Japão em Minas

Durante o 6º Festival do Japão, o maior evento sobre a cultura japonesa em Minas, Sonia Imanishi, Roberto Lott e Erli Fantini ensinarão como moldar peças em cerâmica, à mão, a partir de técnicas primitivas, similares ao que se faz à milênios no Japão.

Uma ótima oportunidade para soltar a criatividade e experimentar o fazer vasilhas, travessas ou o que mais desejar, sem pagar nada por isso. Basta se dedicar ao aprender. As vagas são limitadas a dez pessoas por turma. As inscrições serão feitas uma hora antes, no estande.

Além de ensinar como fazer cerâmica, Erli Fantini, Roberto Lott e Sonia Imanishi estarão expondo e vendendo suas artes. Uma ótima oportunidade para conhecer as técnicas, tipos de argila e queimas, entre outras curiosidades, e conversar com os artistas sobre o fazer cerâmica.

As oficinas serão ministradas no dia 17 de fevereiro de 2017, sexta feira, às 16:00, 18:00 e 20:00 horas. No dia 18, sábado, às 12:00, 15:00 e 19:00 horas. E no dia 19, domingo, às 11:00 e 14:00 horas, no Expominas, em Belo Horizonte.

Ceramistas

Erli Fantini: Junto com a ceramista Toshiko Ishi (1911-2007), foi precursora na disseminação das técnicas de queimas tipo Raku e Bizen em Minas Gerais. Hoje, possui o maior forno do estado para queima a lenha tipo Bizen (região do Japão), em seu atelier em Piedade de Paraopeba. Com trabalhos e técnicas diversificadas, do utilitário ao escultórico, traz na sua arte a relação da cerâmica com o homem, nas formas e cores.

Roberto Lott: também um discípulo de Toshiko Ishi na queima a lenha tipo Bizen. Sócio da ceramista Emília Sakurai (1956 -2016) desenvolveu com ela, em seu atelier em Nova Lima, esmaltes não tóxicos, utilizando cinzas orgânicas. Foi o projetista do forno para queima tipo Bizen da Erli Fantini e construiu o seu forno com a técnica de uso de gás e lenha. Sua arte em cerâmica tem sempre como inspiração as formas da natureza com seus movimentos.

Sonia Imanishi
: a partir da necessidade de buscar uma forma de alívio para uma dor profunda, a perda da única filha num grave acidente, Sonia se torna aluna da Erli Fantini nas aulas de cerâmica. Sem nunca antes ter trabalhado com argila, surpreende a todos com a força da linguagem do seu trabalho. Do movimento das águas, das ondas do mar, ela imprime no barro uma linguagem rica, própria, colorida, com traços absolutamente orientais.